sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Antropo Drops Podcast

Acompanhe nosso podcast sobre temas de interesse das Ciências Sociais:
https://anch.co/40OCkG4

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Nosso novo livro!

Este trabalho reúne relatórios de iniciação científica de alunos do Ifes campus Montanha e Piúma, onde discutem as condições da reprodução social de grupos tradicionais no Espírito Santo. Para adquirir, escreva para marcio.filgueiras@ifes.edu.br Valor: dez reais mais despesas de envio (envio geralmente não ultrapassa oito reais)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Xô @globonews

Quarta-feira, feriado, acordei inspirado. Twitttei para Thais Heredia e Guga Chacra e eles me responderam. Que decepção. Primeiro sugeri à Beatriz ler a coluna da Laura Carvalho e abandonar a analogia da economia doméstica, porque não é apropriada para explicar contas públicas. Beatriz, muito cordialmente, me respondeu que já lia a coluna da Laura, mas não poderia abandonar a mencionada analogia, porque com ela "mais gente entende". Expliquei pra ela que as pessoas "entendem" sob o preço de "desentender". Beatriz é uma lady, então encerrou a conversa com um elegante "podemos discordar, sem prejuízo da minha ou da sua opinião". Agradeci. Depois twittei para o Guga Chacra e não é que ele me respondeu? Comecei atacando. Acusei-o de posar de neutro. Ele disparou: "de onde tirou isso, não sou neutro, sou jornalista de opinião". Então perguntei, "bem, então se não é neutro, é de direita, centro, ou esquerda?". Guga retrucou: "não divido mais o mundo assim, afinal, Trump é protecionista (mais à esquerda) porém de direita em outros assuntos". Então perguntei para ele por que também não abandonava a categoria "terrorista" já que costuma atribuí-la ao grupo curdo PKK. Não obtive mais resposta. Mas, também, pudera, fui agressivo com o Guga. Logo depois da sua resposta retwittei nosso diálogo acusando-o de ter decretado o fim das ideologias. Neste aspecto, admiro muito mais o Rodrigo Constantino que, apesar de ser uma mula, pelo menos não é cínico, mas se posiciona claramente como liberal e se identifica à direita. Um liberalismo esdrúxulo, claro, que quer exterminar o Islã, mas pelo menos se posiciona. Foi assim, meus caros, que decidi não mais assistir Globonews. Se Thaís Heredia prefere distorcer a realidade para esta ficar mais inteligível (?!) e se Guga Chacra acha que não existe mais "direita" ou "esquerda", mas não tem dúvidas sobre quem são os "terroristas", posso voltar a assistir Domingão do Faustão sem culpa nenhuma. Afinal, se ainda não caiu a ficha no "Em Pauta", pelo menos Faustão já enxergou problemas no governo Temer.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O Judiciário norte-americano tem sido, historicamente, posto como modelo para seus congêneres, inclusive o brasileiro. Presente nas formas constitucionais, leis e normas, no pensamento jurídico, nos debates intelectuais e conflitos políticos, o Judiciário norte-americano assume entre nós o caráter de ideal normativo, que ofereceria um conjunto de fórmulas para superar os problemas práticos da justiça na sociedade brasileira. Há o senso comum de que o Judiciário brasileiro teria sido ‘copiado’ do seu modelo, e, consequentemente, teria fortes semelhanças com ele. Mas a simplicidade dos termos e, consequentemente, da comparação, é apenas aparente. “Judiciário” refere-se a agentes, normas, organizações, discursos, práticas, rituais, rotinas, conceitos, maneiras de pensar e de agir, ideais normativos etc., que são socialmente constituídos, variados segundo regiões, contextos, domínios, e que se transformam historicamente, e portanto são produtos locais, marcados num tempo e inscritos em uma determinada cultura. Adotando um olhar atento, a presente obra pretende explorar as diferenças entre o Judiciário nos Estados Unidos e no Brasil, evidenciando sua multiplicidade e apresentando análises sobre o debate acadêmico a respeito do Judiciário norte-americano, suas teorias, práticas e decisões judiciais. Seu interesse está em colocar em questão as pretensões normativas daquele modelo, mas também levar em conta o seu potencial reflexivo para o entendimento do nosso próprio Judiciário.
“Já se disse que o Brasil cresceu de costas para o continente, com os olhos voltados para o Velho Mundo. Hoje posso dizer que o continente e o Mundo Globalizado estão com os olhos voltados para a costa. De um lado a busca por uma modernização que aumente o fluxo das riquezas a partir do interior ao oceano e as conecte mais rapidamente com o mercado global. De outro a exploração offshore de petróleo, que implica em uma ligação direta e constante entre as plataformas na costa e o continente”... “Até que ponto a orla é resiliente? Quando as mudanças são irreversíveis? Não há respostas fáceis – se é que existem!”... “É com esse alento, com um estado de espírito positivo, que saúdo a oportunidade e o empenho das organizadoras em editar este livro, que mesmo em um momento turbulento, é capaz de apontar, no horizonte, sinais de bonança que cabem a todos nós alcançar.” Boa leitura! Ronaldo Lobão, Rio de Janeiro, 5/06/2013